Alta nos preços dos alimentos

No ano de 2020 houve uma alta nos alimentos, tal qual se deu consideravelmente durante a pandemia em que está acontecendo no país. Os alimentos que tiveram seu preço diretamente afetados, foram: tomate, leite, carnes, frutas, arroz e óleo de soja.

Nos primeiros oito meses do ano, o arroz acumulou uma alta de 19,25%. Quando o assunto é a inflação de alimentos, o grão tem sido centro das atenções. O pacote de cinco quilos, que normalmente custa R$ 15, chegou a níveis próximos de R$ 40 na virada de agosto para setembro.

Outros exemplos de produtos que acumulam alta são: a batata subiu cerca de 20% desde janeiro, assim como a cenoura e o leite. O feijão subiu quase 30% desde o começo de 2020. A cebola, por sua vez, acumula alta de 50%.

Quando o assunto é o movimento de preços, devemos considerar dois lados: a oferta e demanda. Se há um desequilíbrio e a oferta supera a demanda, os preços tendem a baixar. Porém quando é o inverso, onde a demanda é maior que a oferta, os preços tendem a aumentar. No Brasil, nos encontramos no segundo movimento.

Existem diversas variações que afetam diretamente a oferta, como as climáticas que interferem na produção e colheita, podendo uma safra não atingir o esperado, como consequência podem levar a uma menor disponibilidade de certos produtos.

Outro fator que afetou diretamente a alta no preço dos produtos, foi a alta do dólar. Como houve uma estimulação da demanda externa por alimentos produzidos no Brasil. Isso acontece pois com a desvalorização do real o produtor vê mais vantagem em exportar seu produto, onde os pagamentos serão em dólar e a lucratividade será maior.

Os alimentos sendo mais exportados, a disponibilidade dos mesmos é menor dentro do país, diminuindo a oferta. Podendo ser notado, por exemplo, no caso do óleo de soja. Com boa parte do grão brasileiro indo para a China, há menos soja para produzir e vender o óleo no Brasil. Com a oferta em baixa, o preço aumenta.

Esse conjunto de movimentos ocorreu em um contexto em que, por conta da pandemia, as pessoas estão ficando mais em casa. Isso levou a um aumento na demanda por alimentos tipicamente caseiros, como o arroz e o feijão. Portanto, o lado da demanda também ajudou a pressionar os preços dos alimentos.

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